Stichting Laka

Publicatie Laka-bibliotheek:
Pela Vida, Pela Paz,Hiroshima Nunca mais! Expositor (2017)

AuteurSAPE
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Datumaugustus 2017
Classificatie 6.07.1.20/23 (ALLERLEI - RECENSIES - BEELD)
Opmerking Laka contributed with a collection of posters
Voorkant

Uit de publicatie:

Hiroshima Nunca mais Expositor
10 Nov a 16 Dec 2016, Sao Paulo
Educativo: Apostila De Apoio
August 2017

PELA VIDA, PELA PAZ,
HIROSHIMA NUNCA MAIS!
É possível romper com a indiferença em relação às catástrofes e desigualdades 
que nos cercam e nos envolvermos em uma resposta mais complexa quanto à vida?
O modelo de desenvolvimento imposto, baseado na exploração dos seres vivos e 
da natureza, com incentivo ao consumo e à competitividade entre pessoas e 
lugares, faz com que vivamos isoladamente impactos parciais de uma lógica 
que é global. Caetité (BA) sofre os impactos da mineração do urânio, Angra 
dos Reis (RJ), o das usinas nucleares e São Paulo (SP), do depósito de 
lixo radioativo, Santa Quitéria (CE) luta contra a implantação da mineração 
de urânio e Itacuruba (PE), contra a instalação de usinas nucleares.
A exposição Hiroshima Nunca Mais, idealizada pela Sociedade Angrense de 
Proteção Ecológica (SAPÊ) em 2015, por ocasião dos 70 anos do lançamento 
das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, homenageia os sobreviventes e 
todas as vítimas da indústria bélica e nuclear.
A questão nuclear e suas consequências não estão restritas a poucos 
municípios ou aos grupos diretamente impactados. Seja na produção de energia,
 na medicina ou na guerra, a tecnologia nuclear faz parte da vida de todos e
 será deixada como herança para as gerações futuras. Daí a importância de 
 dar visibilidade e ampliar a discussão sobre o tema.
O lançamento das bombas em Hiroshima e Nagasaki acendeu o sinal de alerta da
 sociedade para o risco real colocado à vida, resultado da luta armamentista 
 entre as potências que disputavam a hegemonia mundial e o pleno acesso aos 
 recursos. Hiroshima tornou-se símbolo da luta antinuclear pacifista, contra 
 a proliferação de usinas nucleares que possibilitariam a construção de um 
 arsenal militar nuclear cada vez maior.
No Brasil, a construção das usinas nucleares em Angra dos Reis (RJ), iniciada 
em 1972, no período militar, sempre foi alvo de protestos. A SAPÊ, organização 
fundada em 1983, é fruto desse momento de efervescência política no país, 
quando Angra dos Reis foi palco de grandes manifestações contra o Programa 
Nuclear Brasileiro e pela abertura democrática. Desde então, vamos 
encontrando formas de reivindicar, resistir e lutar.
A luta não é apenas contra a produção de energia nuclear, pela existência
 de um plano de emergência factível e de uma solução definitiva para os 
 rejeitos radioativos. É também contra o uso bélico que perpassa a 
 tecnologia nuclear. 

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